Descubra qual bairro do Rio de Janeiro mais combina com você

onde ficar no rio de janeiro

De tão bonito e diverso, a decisão de onde ficar no Rio de Janeiro
depende muito do tipo de experiência que você quer na cidade

Se você está indo pela primeira vez à cidade é bem possível que esteja quebrando a cabeça para decidir onde ficar no Rio de Janeiro.  O receio em relação às questões que envolvem segurança, além da falta de informação sobre muitos dos bairros, deixam os viajantes cheios de dúvidas e com medo de fazer uma escolha errada e por em risco os dias de descanso.

Quando o assunto é hospedagem, é natural que os turistas optem por algum dos bairros da Zona Sul. O mais interessante de uma cidade como o Rio é que cada bairro possui suas características próprias e pode proporcionar aos viajantes experiências únicas. Como você pode ver no passo a passo para escolher o melhor hostel, o quesito localização é um dos mais importantes que você deve levar em consideração antes de fechar sua reserva.

A intenção desse texto não é definir e bater o martelo indicando o melhor bairro onde ficar no Rio de Janeiro, mas detalhar as vantagens e mostrar o tipo de experiência que cada um pode oferecer. Para isso, pedimos para alguns hosteleiros da cidade que fizessem “uma defesa” do seu bairro. Afinal, eles são os que primeiro analisaram os prós e contras de cada um dos locais antes de abrir seus hostels, né?

Lembre-se: não tenha preguiça de pesquisar muito antes de fechar sua hospedagem e, falando de uma cidade com o Rio de Janeiro, já na pesquisa você vai se apaixonando por cada parte da cidade. Mãos à obra.

VIDIGAL: o morro queridinho e cheio de arte por todos os lados

Onde ficar no rio de janeiro - Vidigal

Crédito: Wikimedia Commons/Andreza Ferreira

“Aqui eles se sentem mais próximos do Brasil com ‘S'”, dispara Carlos Vinícius, responsável pelo Natural do Rio Guest House, ao ser questionado do motivo que leva os turistas a escolherem o Vidigal. A vista do bairro, que se apoia no morro dos Dois Irmãos, é das mais bonitas de todo o Rio de Janeiro. O espaço das estreitas ruas é dividido pelos pedestres, pelos carros e pelo intenso sobe e desce de motos, principal meio de transporte da comunidade.

Além dos simpáticos e acolhedores moradores anônimos, não se espante em dar de cara com algum rosto conhecido da TV e do Cinema. Isso porque o “morro dos artistas”, como também é chamado por muitos cariocas, é sede do grupo teatral Nós do Morro, que desde 1986 faz um intenso e importante trabalho na formação de atores. Muitos deles hoje com projeção nacional no cinema e na televisão. Além de outras dezenas de grupos e coletivos que espalham a cultura por diversos lugares.

Bons restaurantes também são um atrativo do bairro. Desde os mais simples e locais, com aquele cheirinho de comida caseira, até alguns sofisticados. Se sua pegada é uma boa festa, você poderá escolher entre as mais badaladas que acontecem no alto da comunidade, ou as do chamado Baixo Vidigal, que lotam as ruas em torno de bares e sempre com algum som rolando. Fique também atento aos grafites espalhados, sempre rendem ótimas reflexões e fotos incríveis.

IPANEMA: palmas para o pôr do sol e diversidade nas areias

Praia de Ipanema

Crédito: Pixbay/Gabyps

Famosa pela garota cantada por Tom e Vinícius em 1962, Ipanema é um reduto tradicional de artistas e intelectuais que por muitos anos representaram a vanguarda do pensamento da cidade. Prova disso são as dezenas de bandeiras do arco-íris espalhadas entre os postos 8 e 9 deixando claro que a comunidade LGBT é muito bem vinda por ali. Uma dica é pegar uma bicicleta – existe um sistema de bikes públicas – e pedalar pela orla na segurança da ciclovia.

Com uma caminhada entre 15 e 20 minutos, por ruas muito arborizadas, é possível conhecer uma infinidade de lojas de rua e galerias, além de bons restaurantes e os clássicos bares com mesas na calçada. Se é cultura que você quer, vale uma visita à Casa de Cultura Laura Alvim e ao histórico Teatro Ipanema. Aos domingos, turistas e locais se juntam na já tradicional Feira Hippie de Ipanema, ideal pra comprar artesanato e com boas opões de comidinhas.

Você pode até achar que bater palmas pro pôr do sol é uma coisa meio hippie, mas não tem como não se contagiar com o espetáculo proporcionado quando ele vai baixando por trás do morro Dois Irmãos. A visa é linda de toda a orla, mas vale uma caminhada até a Pedra do Arpoador pra ter o melhor angulo do show! Ah, e o bairro ainda tem estação de metrô e é servido de inúmeras linhas de ônibus.

COPACABANA: vocação turística e reduto do samba carioca

onde ficar no Rio de Janeiro Copacabana

Crédito: Pixbay/Paulo Duarte

O bairro mais famoso do Rio de Janeiro reserva surpresas que vão além da mundialmente desejada Praia de Copacabana e seu calçadão de pedras portuguesas. Nascido e criado no bairro, Lucas Gevartoski, que recentemente abriu o Copa Roots Hostel com mais dois amigos, é enfático ao detalhar a vocação turística da região. “Há uma tradição em receber turistas no bairro, então a estrutura de vida noturna, restaurantes, bares e pontos de informação que o viajante vai encontrar em Copa não tem em nenhum outro bairro da cidade”.

As ruas do bairro estão sempre movimentadas. O comércio de rua é farto com opções de compras das mais variadas e praticamente um boteco em cada esquina. As mesas na calçada começam a ficar cheias no fim de tarde. Pra começar a rolar um samba não custa muito. Com três estações de metrô, e uma farta opção de linhas de ônibus, é muito fácil chegar ou sair de Copacana sem gastar muito tempo e dinheiro.

A dica de ouro do bairro é o bar Bip Bip, que abriu suas portas em 13 de dezembro de 1968, dia que a ditadura militar publicou o AI5 e acabou com os direitos civis no Brasil. O pequeno bar reúne desde então nomes de peso do samba carioca e tem regras bem peculiares. Por conta dos vizinhos, as palmas não são permitidas ao final de cada música, mas o estalar de dedos está liberado. É bom tomar cuidado com o volume da conversa, pois lá é a música que reina, se você exagerar é bem capaz de tomar um sonoro esporro do dono do bar, o tradicionalmente mau-humorado Alfredinho. Somente nos sábados a agenda não conta com som ao vivo, nos outros dias a agenda se divide entre o samba, o choro e a bossa nova. Um clássico!

BOTAFOGO: o novo queridinho da vida noturna e cultural

Enseada de Botafogo

Crédito: Murilo Porto

Chamado por muitos cariocas de “bairro de passagem” ou de “subúrbio da zona sul” durante anos, atualmente Botafogo é carinhosamente apelidado de BotaSoHo, como destacou o jornal O Globo. Depois de percorrer alguns bairros em busca de uma casa para montar seu hostel, a empresária Natalie Bueno, de 32 anos, comemora ter encontrado a casa em que hoje funciona o BotaHostel.  “Ainda é um bairro bastante local em que o turista consegue ver como realmente o carioca vive, sem aquela coisa artificial de alguns lugares onde tudo é feito pensando no turista”.

Nos últimos anos, dezenas de bares, restaurantes e pubs tomaram conta do bairro. Rapidamente a região ficou conhecida como Baixo Botafogo pela variedade de opções e pelo público bem diversificado que tem atraído, principalmente para as Rua Nelson Mandela e Voluntários da Pátria, no entorno da estação de metrô. Sem perder o charme de suas arborizadas ruas residenciais que se mantém grande parte do tempo com cara de cidade do interior.

A dica é conhecer o bairro caminhando. São tantas opções de compras e serviços que é bem possível que você não precise sair de lá para nada, a não ser para pegar uma praia já que a enseada de Botafogo, apesar de reservar a melhor vista do Pão de Açúcar, é imprópria pra banho – talvez o único porém do bairro. Para ter uma visão aérea dá para ir até o Mirante do Pasmado, local ainda pouco explorado.

GLÓRIA: democracia boêmia e eventos culturais espalhados

Marina da Glória

Crédito: Wikimedia Commons/Viny Neto

“As ruas são muito democráticas e ecléticas, reunindo toda a essência carioca. O viajante está sempre em contato com artistas, músicos, boêmios e várias outras tribos”, detalha a empresária Luciene Tavares Ruiz, de 43 anos, que mantém o Kariok Hostel. O bairro tem a vantagem de estar ainda na Zona Sul, sendo bem fácil de chegar em qualquer lugar de metrô. Além disso, com uma caminhada de menos de 20 minutos o turista já chega à Lapa – berço da boêmia carioca – e também ao centro histórico.

Dentre os principais pontos turísticos estão o Outeiro da Glória, pra quem gosta de igrejas históricas e arquitetura; o Parque do Flamengo (Aterro), ideal pra apreciar a vista da Baía da Guanabara, dar uma relaxada ou praticar esportes ao ar livre; e a Marina da Glória que conta com um polo gastronômico e sempre recebe festivais de música.

Se você acha que choro é coisa de gente mais velha, vai se surpreender com a multidão de jovens que lotam a Escadaria Fialho todas as quartas-feiras para acompanhar o Choro da Glória. O bairro é cheio de botecos escondidos. É só colocar seu chinelo de dedo e procurar um deles que com certeza um bom papo com alguma figura típica do bairro, regada a uma cerveja sempre gelada, vai rolar fácil.

E aí, decidiu onde ficar no Rio de Janeiro?

Com isso essas informações em mãos e tendo decidido qual combina mais com seu estilo, vale você dar uma olhada no passo a passo infalível de como escolher um hostel e se jogar para curtir tudo de bom que o Rio de Janeiro pode oferecer. Ficou ainda alguma dúvida? É só deixar aqui nos comentários!

 

 

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