sábado, junho 15, 2024

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Hostel em Ilhabela aposta na inovação e integração com a natureza para criar experiências

Hostel da Vila ocupa um espaço cercado de Mata Atlântica nativa

Quem se apaixona pela disputada Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, fica com aquela vontade de voltar para conhecer o que não deu tempo e viver novas experiências. São inúmeras praias, trilhas e há quem diga que tem uma cachoeira para cada dia do ano.

Há cinco anos no mercado, e com mais de 100 mil seguidores no Instagram, o Hostel da Vila a cada ano colabora para alimentar esse desejo com o lançamento de novos “quartos fora da caixa”, como eles gostam de chamar.

Para essa temporada eles foram buscar duas referências bem distintas: Os Yurts, construções dos povos nômades da Mongólia; e um Ônibus, de 1977, que remete às tão desejadas road trips, em que a galera monta uma casa sobre rodas e cai no mundo. 

Imagem interna do Yurt, no Hostel Da Vila, no litoral norte de São Paulo. Foto por Lucas BIanque.
Decoração mantém o clima rústico mas sem perder de vista o conforto. Paredes receberam tratamento térmico e acústico para garantir uma boa noite de sono. FOTO: Lucas Bianque – @artbianque

“Nossa ideia é sempre diversificar as opções de hospedagens no hostel. Criamos essa tradição de todo ano lançar algo novo, a galera que acompanha o hostel já sabe e de certa forma até cobra alguma novidade”, conta Felipe Gamba, um dos sócios do empreendimento.

No final de 2020, quando o turismo ensaiava uma retomada, o hostel lançou duas hospedagens diferentes.

Foram três Domos Geodésicos, com vista para o céu da ilha e para o mar, e seis Tipis, cabanas inspiradas nas que eram usadas pelos povos originários da América do Norte.

Espalhados, em meio à Mata Atlântica nativa, ainda é possível viver a experiência de dormir em uma das Casas na Árvore; em uma Kombi Hippie cheia de cores e arte; e em um Veleiro, estacionado em meio às árvores.

Yurts foram adaptados para clima tropical

Os primeiros registros históricos de uma tenda Yurt foram feitos ainda na Grécia Antiga. Em 2013, a UNESCO classificou as construções como Patrimônio Cultural Imaterial da Mongólia.

Mas para se tornarem possíveis hospedagens no hostel, no Brasil e em meio à Mata Atlântica algumas adaptações foram necessárias. 

A estrutura de treliça de madeira arredondada foi mantida como nas construções originais. A cobertura, que na época era feia de pele de animais, foi substituída por lonas e as tendas receberam tratamento térmico e acústico.

Imagens dos Yurts, no Hostel da Vila, em Ilhabela, litoral norte de São Paulo. Foto tirada por Lucas Bianque.
Em um espaço de quase 9 mil metros quadrados cercados de Mata Atlântica nativa, eles abusam da criatividade para inovar nos quesitos experiência e integração com a natureza. FOTO: Lucas Bianque – @artbianque

Os três Yurts têm banheiro interno, ar condicionado e foram pensados para um casal, mas com um colchão extra cabe até três pessoas.

As diárias, dependendo do dia da semana e época do ano, custam a partir de R$ 250, com direito a café da manhã.

Privacidade, conforto e integração com a natureza. Acomodações diferenciadas são construções limpas e que respeitam o meio ambiente. FOTO: Lucas Bianque – @artbianque

Ônibus antigo ganha cores e uma reforma completa para virar quarto

Sabe aquela vontade de montar uma casa em um busão antigo e cair do mundo?

Assim como já fizeram com a Kombi Hippie e com o Veleiro, eles foram buscar um micro-ônibus de 1977 para restaurar e transformar na hospedagem que será aberta aos hóspedes durante o mês de janeiro.

Os traços e as cores do artista local @borisarts se destacam em meio à mata nativa. Até três pessoas poderão se hospedar nesse quarto, com diárias que saem a partir de R$250, com café da manhã incluso. FOTO: Lucas BIanque – @artbianque

Por enquanto é apenas assim que a gente consegue ver, camuflado entre as árvores que cercam todo o espaço do hostel. 

A parte interna, que ainda é segredo, com o trabalho da galera de manutenção do hostel ganhou uma cama de casal e uma de solteiro, ar condicionado (como já dá pra ver nesse flagra da montagem). O banheiro é privativo, mas fica do lado de fora do ônibus.

As diárias custam a partir de R$250, com café da manhã, mas os valores sofrem variações dependendo da época.

Quando os primeiros hóspedes chegarem, em janeiro, vai ser difícil acreditar que era assim que estava o ônibus. FOTO: Lucas Bianque – @artbianque

Cravado na Mata Atlântica, bar Floresta aposta na coquetelaria e comida consciente

O nome não é à toa e muito menos um exagero. Ao entrar no Hostel da Vila a natureza preservada é um brinde aos olhos.

É em meio a esse cenário que o recém inaugurado bar Floresta atrai hóspedes, locais e outros turistas que estão na ilha com um cardápio caprichado de bebidas, comidas e boa música.

É nesse novo espaço que viajantes e locais aproveitam as delícias do cardápio e da carta de drinks, além de curtirem a intensa agenda musical. FOTO: Lucas BIanque – @artbianque

O espaço que já era bem animado antes da pandemia, recebeu uma significativa ampliação que aumentou a área coberta e de circulação, além de um deck com redes em diferentes níveis.

“Assim como no Hostel, nossa proposta é promover uma alimentação que considere o planeta e amplie o paladar de quem passa por aqui! Com opções que incluem ingredientes locais e produtos artesanais feitos na ilha, nossa ideia é incluir a todos, apresentar novos sabores e mais uma vez “sair da caixa” na hora de pensar nossa alimentação”.

O novo deck aproveitou a inclinação do terreno para criar diferentes ambientes de integração e redes suspensas bem disputadas. FOTO: Lucas Bianque – @artbianque

Quem quiser experimentar uma iguaria local a dica é a porção de Bolinhos de Taioba (R$22) uma hortaliça típica da Mata Atlântica; o clássico o Sanduíche de Pernil leva cheddar picante (R$32), e pode ser pedido na versão sem carne, feita com jaca verde colhida no próprio hostel; tem também o Choripan (R$31), tradicional da Argentina, que leva linguiça artesanal em uma baguete de fermentação natural feita na Ilha.

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Na carta de drinks, destaque para o Vila Mule (R$30), releitura do clássico Moscow Mule, e leva vodka, schrub de maracujá, limão, xarope de manjericão e espuma de gengibre; o brasileiríssimo Jambu Treme (R$30) feito com cachaça de jambu, acerola, limão, xarope de gengibre e fernet.

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O bar é aberto ao público e não precisa estar hospedado por lá para curtir. A agenda musical cultural é sempre divulgada no instagram do hostel e para saber sobre disponibilidade e valores é só entrar em contato pelas

Para saber mais sobre o hostel da vila, assim como disponibilidades para reservas, é só falar com eles pelas redes sociais ou fazer sua reserva diretamente no site do hostel.

Diego Bonel
Diego Bonel
Jornalista especializado na cobertura do mercado de hostels no Brasil. Desde 2017, está mergulhado na vivência dos hostels pelo país. Adora conhecer as histórias dos viajantes pelo caminho e criou o Brasil Hostel News para compartilhar a cultura hosteleira entre os viajantes brasileiros.

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